III Festival de Minifoguetes de Curitiba: 2º dia!

Saudações, fogueteiros!

É com muito prazer que narro agora o 2º dia do Festival de Curitiba. Dia esse que começou cedo novamente, às 7h, com um tempo nublado que deixou todos preocupados com os lançamentos. As equipes todas se arrumaram para ir à Fazenda Canguiri, Centro de Estações Experimentais do Setor de Ciências Agrárias da UFPR.

Depois de trinta minutos viajando, chegamos à fazenda e cada equipe montou sua estação de trabalho pré-lançamento. Iniciou-se, então, a pesagem dos foguetes da categoria de apogeu de 200 m, seguida pelo lançamento deles. Enquanto isso, as equipes das classes seguintes continuavam seus trabalhos.

Terminada a categoria de 200 m, foi a vez dos foguetes da categoria de classe B mostrarem seus potenciais. Entre as duas categorias, foram tantos lançamentos que chegou a hora de ir almoçar. Assim, todas as equipes arrumaram suas estações de trabalho e dirigiram-se aos seus transportes para almoçar no restaurante universitário da própria fazenda.

Depois da refeição, todos voltaram à fazenda novamente para a continuação dos lançamentos. A essa altura, o céu que amanheceu tão nublado já estava limpo, esbanjando todo o seu esplendor para receber nossos Eirapuãs.

A primeira categoria à tarde foi a de apogeu fixo em 400 m, para a qual levamos o foguete Eirapuã II B. Logo que as equipes chegaram, foi iniciada a pesagem dos foguetes e, em sequência, os lançamentos. Cerca de 4 ou 5 foguetes foram lançados antes de chegar a nossa vez.

Com todos os subsistemas prontos, a base e as câmeras devidamente posicionadas, levamos o Eirapuã II B ainda parcialmente desmotado para os locais de lançamento, sem esquecer de uma breve pausa para uma foto da equipe com o foguete antes.

Depois de seguir o protocolo previamente combinado, todos se posicionaram de acordo com o raio de segurança e iniciou-se a contagem regressiva. Cinco segundos de imensa expectativa se passaram até que foi dada a ignição e o Eirapuã II B lançou-se sobre gritos e aplausos, superando as expectativas e dando um verdadeiro show!

Infelizmente, porém, o show não se repetiu em seu pouso. Por alguma falha ainda não identificada, o paraquedas do foguete não foi ejetado e sua estrutura foi totalmente perdida. No impacto com o solo, o cartão MicroSD responsável pelo armazenamento dos dados também se danificou e, por isso, não foi possível obter a informação de seu apogeu.

Apesar do problema, ainda tínhamos outro foguete para lançar e portanto não podíamos desanimar. Assim, voltamos à estação de trabalho, onde continuamos os ajustes finais do Eirapuã II A enquanto os foguetes das categorias de classe C, classe D e apogeu fixo em 800 m.

Chegou, então, a categoria que mais esperávamos. Os foguetes de classe E foram pesados e preparados para fechar o dia de lançamentos. Cerca de 4 foguetes foram lançados e, então, era a vez do Eirapuã II A ser apresentado. O protocolo já conhecido foi repetido mas, ao tentar encaixar a estrutura na base de lançamento, tivemos um problema e precisamos trocá-la por uma outra base disponibilizada no evento.

O que ninguém esperava, no entanto, é que ao montar a estrutura nesta outra base o paraquedas seria ejetado na própria rampa de lançamento, enchendo todos de decepção. Ainda assim, não baixamos a cabeça e pedimos um tempo ao professor para refazer a integração entre os subsistemas de aviônica e recuperação.

Refeito o sistema, seguimos para uma nova tentativa de lançamento, com o mesmo procedimento da anterior. Com a equipe posicionada e os demais competidores e espectadores afastados da rampa de lançamento de acordo com o raio de segurança, iniciou-se a contagem regressiva. Segundos de tensão e expectativa antecederam mais um belíssimo lançamento, igualmente aplaudido e comemorado.

E desta vez, outro fator nos fez vibrar ainda mais: instantes depois do lançamento, foi possível ouvir o som do paraquedas sendo ejetado, aumentando ainda mais a emoção pelo sucesso do Eirapuã II A. O problema, porém, é que nosso foguete subiu tanto que praticamente todos os presentes o perderam de vista, tornando ínfimas as chances de encontrá-lo. Ninguém viu o Eirapuã pousando, exceto dois espectadores, que nos apontaram uma direção.

Naturalmente, seguimos até lá para tentar encontrá-lo, mas uma extensa faixa de vegetação nos impedia de seguir adiante e não havia tempo para contorná-la. Assim, com certa tristeza, porém grande determinação, voltamos à estação de trabalho para guardar todos os equipamentos e nos preparar para ir embora.

Antes disso, o encerramento oficial do dia ficou por conta do lançamento simultâneo de três minifoguetes. Todos se posicionaram para acompanhar o último dos espetáculos do segundo dia do festival. Último dos muitos, mais de 50 provavelmente, que o antecederam.

Depois disso, todos foram embora, alguns para descansar, outros para aproveitar a sexta-feira curitibana. No nosso caso, finalmente pudemos descansar livre de todos os compromissos e responsabilidades.

Todos, exceto o da promessa de voltar à fazenda no dia seguinte para recuperar nosso Eirapuã II A.

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